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Lá se vão
40 anos de uma brava e heróica luta popular,
que deu certo, o Colégio e hoje também,
Instituto de Ensino Superior Pedro Antônio
Fayal.
Um grupo de
dirigentes sindicais, integrantes da União
Intersindical dos Trabalhadores de Itajaí,
sonhadores e românticos, na década de 60,
iniciou um trabalho comunitário, que resultou
na fundação do então GINÁSIO PEDRO ANTÔNIO
FAYAL.
Tive o privilégio,
de juntamente com um grupo de companheiros
idealistas, como seu primeiro Presidente,
levar a termo, tudo o que se fazia necessário
para concretizar um sonho e uma necessidade
para jovens e adultos que acalentavam em tirar
o seu diploma de ginásio.
Foi,
sobretudo uma luta contra preconceitos de
ordem política e ideológica, pois a maioria
dos fundadores era acusada de ser um grupo de
comunistas, que embora não fosse pejorativo,
era, entretanto, uma carga extremamente
pesada. Embora tivéssemos tido o cuidado de
convidar dois sacerdotes para serem diretores
do Colégio, que foram até transferidos de
Itajaí para que nosso objetivo não fosse
alcançado. Mas a nossa teimosia foi maior que
a reação, e com a saída do Padre João
Chiarot, que foi correto conosco, conseguimos
trazer o Professor Maurício de Senna
Madureira.
Hoje me honra
sobremaneira, o fato de poder mostrar aos meus
filhos, netos e bisnetos, a grande obra,
levada a efeito, é claro, graças à audácia
e coragem de Ludgério Niehues, que
valentemente levou à frente a semente lançada
a terra pelos chamados comunistas de então.
Com o advento
do regime militar em 1964, todos os dirigentes
da Campanha foram presos, e confinados nas
masmorras da ditadura, e a Presidência
entregue a um dedo duro, que não tendo dado
conta do recado, permitiu a intervenção
corajosa, valente e destemida de Paulo Bauer e
Lito Seara, que para não deixar cair o Fayal,
indicaram um funcionário do Banco do Brasil,
o nosso caro bravo Ludgério Niehues.
A aula magna
foi proferida pelo então Governador do Estado
e contamos na época com a presença do
ilustre e saudoso Professor Felipe Tiago
Gomes, fundador nacional da Campanha.
Hoje é
um estabelecimento vitorioso, com modernas
instalações, e pronto para iniciar as obras
de seu instituto de ensino superior. Iniciou
com salas cedidas pela Professora Zilda
Dechamps, no Grupo Floriano Peixoto, e agora
é um colégio ombreando com os demais de
nossa cidade.
O movimento
cenecista deve ser ainda um dos maiores em
toda a América Latina, embora gessado pela
legislação tributária brasileira, que não
permite um cadastro independente junto ao
Ministério da Fazenda.
A classe política
que nada faz em favor do povo brasileiro,
nunca tomou qualquer iniciativa para modificar
a sistemática de cadastramento de pessoas jurídicas
de estabelecimentos tipo Fayal, que se
fortalecem individualmente, mas sofrem os
problemas de uma legislação caduca,
dependente de um Congresso que trabalha de
costas para seus eleitores.
Já pedimos
ao Ministro da Fazenda e a vários
parlamentares tributaristas, para analisarem o
problema, mas tem sido um discurso a surdos,
mas quem sabe, no novo Congresso, possa ser
sensibilizado. É uma nova luta que vamos
levar a frente para libertar o Fayal das teias
perversas do tributarismo brasileiro.
Mas enquanto
a caravana de maus políticos vai passando, o
Fayal continua vitorioso.
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