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Vive
a sociedade brasileira, momentos extremamente
difíceis, pois pelo menos nos grandes centros
não está vencendo a guerra declarada entre
os traficantes e as polícias.
É
em verdade, um sinal dos tempos, pois o
capitalismo não olha para a criança pobre e
suja, o miserável, salvo é claro, pequenos
grupos de pessoas solidárias, em geral
ligadas a agrupamentos religiosos, mas no
geral, o que vemos é a migração para a
formação de gangues, e nas cidades grandes,
com um poder de fogo maior que as forças
regulares.
A
multinacional do pó vai dominando e criando
suas raízes em todos os quadrantes e vão
buscar sua mão de obra, desgraçadamente, nas
classes menos favorecidas. É a forma de
conseguir um emprego.
Mas
os imperadores da criminalidade, não estão
somente nos morros do Rio de Janeiro e São
Paulo, estão também nos gabinetes
refrigerados de homens de colarinho branco.
Entre
nós, antes uma sociedade menos problemática,
com uma melhor qualidade de vida, já se sente
os efeitos da insensibilidade das forças
dominantes.
Pessoas
sérias idealistas procuraram e ainda o fazem
grandes esforços para que todos tenham
oportunidades, no entanto, as entidades não
recebem o devido apoio, precisam esmolar,
inclusive, os estudantes que não conseguem
pagar regiamente as mensalidades escolares, são
sumariamente excluídos, sem poder continuar
estudando.
E
temos que reconhecer, os estudantes também não
se mobilizam, para encontrar alternativas e a
sociedade permanece surda. Com muito pouco
poderia resolver, com a criação de um
instituto beneficente em favor daqueles que
tenham menos recursos, tudo se resolveria, mas
o egoísmo e a ganância de uns poucos, para
manter privilégios, preferem que os
estudantes pobres sejam marginalizados.
Tudo
em nome de uma estabilidade fiscal, dos balanços
lucrativos, se nega socorro aos pobres miseráveis,
mas se empresários e o poder constituído não
acordar, tudo irá para brejo.
O
capitalismo é e sempre foi selvagem, aqui e
no mundo, mas está sempre quebrando, e o
consolo dos pobres marginalizados, é pilhar
sobre as suas ruínas. Os próprios
americanos, hoje governados por um lunático
juntamente com seu vice-presidente, são
acusados de desvios. Grandes empresas fraudam
balanços e toda a sua exuberância é
questionada pelo mundo.
E
para influenciar nos resultados de nossa eleição
presidencial, os “cientistas políticos”
de George Bush criaram o chamado RISCO BRASIL,
mas, vivemos isto sim, o RISCO AMERICANO, hoje
um império falido e quebrado.
Mas
as mudanças podem ser iniciadas em qualquer
lugar do mundo, e aqui mesmo, é possível
mudar, muito de seus erros, mas para tanto, não
podemos abandonar a nossa juventude pobre, que
quer estudar e lhe nega bolsas de estudos e
facilidades para não estarem na
marginalidade.
A
miséria exposta nas ruas e na periferia
precisa ser tratada com pão e leite, saúde e
educação, e se isto não for feito, haverão
de chorar o leite derramado.
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