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Há tempos sem um novo movimento literário
definido, surge, no Brasil, o Pocotismo que
vem revolucionando as cabeças dos grandes
intelectuais do nosso país. Eles são
unânimes em afirmar que já estava na
hora de reverem seus conceitos sobre a
literatura eqüina tão desprezada
pela velha guarda que
resistia em
não aceitar o riquíssimo vocabulário
e mensagens contidos no principal poema do
movimento: “Égua Pocotó”.
Esses
intelectuais cederam ao pocotismo em virtude
aos apelos de uma elétrica juventude
que exibe sua intelectualidade nos
movimentos animalescos de seus corpos,
queimando, assim, os neurônios
com a
difícil interpretação oferecida
pelo fantástico poema.
A velha guarda apenas demonstra
descontentamento
em ver o líder do pocotismo
“lavando a égua” com tanto sucesso
na mídia especializada
que, por sua vez, enche seus cofres
arrebanhando milhares de neurônios elétricos, suados, sarados ... às pistas do
país da fome e felizes
com suas coreografias sincronizadas à
complexa letra do poema, gritam exaltando as
qualidades da mulher brasileira sem esquecer,
é claro, das avós que emocionadas com tanta
homenagem arriscam tímidas palminhas para
acompanhar o dançar desajeitado de uma
lacraia do século XXI.
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