Dicas - Xarope de guaco

 

 

 
 
XAROPE DE GUACO
 

   

VALOR TERAPÊUTICO: Febres, paludismo, gota, reumatismo, sífilis, picada de insetos venenosos, tosses, coqueluche, gripe, câncer e é um bom diurético.
 
Coloque 10 folhas de GUACO e um maço pequeno de agrião em uma panela. Em seguida, acrescente 8 xícaras de chá de água, casca de limão, 3 paus de canela, 10 cravos, 2 raminhos de hortelã e um pouquinho de noz-moscada ralada. Ferva tudo até reduzir o líquido pela metade. Junte duas colheres de sopa de mel e mais o caldo de meio limão. Ferva novamente por alguns minutos, coe e deixe esfriar antes de guardar na geladeira em um vidro bem tampado. Aqueça no momento de tomar um cálice, três vezes ao dia. 
 
Estudo da Unicamp comprova propriedade de cura do Guaco
 
Estudo científico da Unicamp descobre propriedades no Guaco que vão além do seu uso como matéria prima para chás e xaropes expectorante.
 
O Guaco, um tipo de cipó-trepadeira encontrado na Mata Atlântica usado há muitos anos na medicina popular para resolver problemas respiratórios, acabou de ter sua capacidade de cura testada e comprovada por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
 
O estudo, feito pelo Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da universidade, constatou o efeito da erva no combate ao câncer, úlcera, infecção por microorganismos, além da prevenção da cárie.
As experiências in vitro do Guaco contra a placa dental bacteriana e desenvolvimento da cárie duraram dezoitos meses. A ação terapêutica foi eficiente no combate ao estreptococos do grupo mutans, responsáveis pela placa. Os resultados demonstraram que o efeito foi conseguido com pouca quantidade de erva o que significaria o desenvolvimento de um medicamento mais barato.
 
Já os efeitos contra a úlcera começaram a ser descobertos em 1998, da parceria entre Vera Lúcia Garcia, coordenadora das pesquisas, e João Ernesto de Carvalho, coordenador de Farmacologia e toxicologia do CPQBA da Unicamp. Os testes feitos em ratos demonstraram que uma das substâncias presentes no Guaco, a cumarina, e outros extratos da erva inibem a secreção de ácido pelo estômago. Essa diminuição ocorre com o bloqueio dos receptores do neurotransmissor acetilcolina.
 
No sistema respiratório também ocorre o bloqueio desses receptores possibilitando uma broncodilatação e a diminuição da secreção brônquica- isso já descoberto pela medicina popular e agora provado cientificamente.
 
Além da cumarina, estão sendo testados outros princípios ativos do Guaco, como os ácidos diterpêndicos. Os pesquisadores usaram a técnica in vitro para colocar o extrato da erva em contato com 5 tipos de linhagens tumorais (mama, mama resistente aos medicamentos tradicionais, melanona, leucemia e pulmão). Os resultados foram muito positivos com o melanona (mais comum tipo de câncer de pele): 78% das células cancerígenas foram eliminadas. Nos demais tipos de tumores o índice ficou entre 40% e 50%.
 
“Cada tipo de câncer é uma doença com etiologia, tratamento e evolução diferente, é muito difícil descobrir uma droga eficaz em todos os tratamentos”, disse Carvalho à Revista da Fapesp. Outra etapa está em andamento, na qual será testada uma medicação contra o câncer de próstata, ovário, rim e cólon.
Ainda não se sabe se o Guaco pode ter algum efeito tóxico com a células saudáveis.
 
Folhas de Guaco foram amplamente coletadas na Mata Atlântica para uso de medicamentos fitoterápicos. Atualmente, há cultivos comerciais, principalmente no Paraná. A própria pesquisa da Unicamp começou pela parte agrícola, focalizando o desenvolvimento de um sistema de cultivo que evitasse o extrativismo predatório.
 
Na internet:
 
Unicamp
Pesquisa Fapesp
 
 
Dicas enviadas por Kiko - Baurú - SP
 
 
by neusa - outubro/2002
 
 
 
 
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