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Gotas de suor brotam do teu corpo,
Da tua pele branca...
Embriagadora presença,
Avassaladora ausência,
A sensação da tua pele
Me lembra seda macia,
Os teus seios fartos,
Se continuar lembrando eu infarto!
Mas não consigo parar.
Parar de chorar não consigo,
Parar de te amar é um castigo
Que eu não quero me imputar.
Só me resta mergulhar neste rio,
Me afogar em teu colo,
Só para respirar o teu cheiro,
Só para fazer você me respirar.
E o que eu faço com o desejo
De sentir em minhas mãos os teus pêlos,
Se você deixar eu me aquieto,
Se você deixar eu penetro
Em teu quarto, em teu leito, em teu corpo
E me instalo de um jeito assim abusado.
Fico sendo sua cicatriz preferida
Que vai arder, vai doer, vai incomodar,
Só para que você não se esqueça
Que toda a vez que eu choro,
Choro a dor dos poetas,
Choro feito criança,
Choro de saudades, confesso!
Pois já não existe remédio
Que possa curar o que eu sinto,
Se inventarem um, eu não tomo!
Senão pode vir o mal do abandono
E a este, certamente só vai me restar
Morrer de tanto amar.
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