NaldoVelho - Poeta confesso
 
 
 
POETA CONFESSO !

 

 


É no caminhar incessante

Por estradas rochosas distantes,

Por acidentados e estreitos atalhos,

Que eu construo os poemas que eu tento.


É na insônia intrusa e insistente

Das madrugadas que eu sinto tão frias,

Que eu colho as sementes que eu sonho

Dos versos que eu teimo e proponho.


É lá dentro das minhas entranhas

Que eu macero as palavras que eu tenho,

Faz tempo preciosamente guardadas

E dissolvo em silêncio os meus ais.


É no parimento de tantos poemas

Que eu exorcizo sentimentos antigos

E absolvo o homem que eu penso,

Capaz de amar muito mais.
 
Autor: NaldoVelho
 
 
foto
 
Insignificancia
de
Antonio Jorge Nunes
 
 www.antonionunes.com
 
trabalho de imagem : neusa
 
 
 

 

 
by neusa - setembro/2003
 
 
 
 
 
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