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As lágrimas, os poemas, a braçada de flores,
O telefone que toca e ninguém não atende.
Com secretária eletrônica eu não falo !
Fico gago, tímido e perco a inspiração.
O livro de antologia que eu não te enviei,
Quanta nostalgia revelada em versos,
Melhor nem ler...
Palavras trocadas, mal interpretadas,
O motivo certo, o motivo errado.
Não fui eu quem falou primeiro !
Não te lembras ?
Tudo bem !
Melhor deixar como está,
Ainda que seja o remédio errado
Para aquilo que tu chamas de vício,
Eu compreendo !
O cigarro ainda aceso, queima entre os dedos,
A fumaça, só faz aumentar a dor que me aperta o peito,
Este é um vício que eu não consigo deixar.
A mesma música de sempre,
Aquela do Tom e do Vinícius,
Também não te lembras?
O teu retrato ?
Ainda não pintei.
Não tive tempo, inspiração e confesso-te:
Nem vontade !
Acho que já não sou tão guerreiro,
Ando meio cansado,
Olhando pra Deus assim meio de lado,
Achando que já esta na hora do indulto,
Afinal já são cinqüenta e poucos anos,
Já era a hora de recomeçar !
Quem sabe desta feita eu faça direito
E não cometa os mesmos erros ?
Erros diferentes ?
Que sejam !
Eu só queria tentar.
Escrever uma outra história
Que não fosse tão cheia de desencontros,
Uma com final feliz.
Adoro histórias com final feliz !
Coisas de um romântico,
Incorrigível e vadio,
Mas ainda assim um romântico.
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