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Qualquer coisa que digam
Que possa me relacionar a tua pessoa,
Eu nego !
Veementemente nego !
Nego que te amo,
Ou mesmo que tenha a qualquer tempo
Te amado como dizias.
Nego que tenha, a qualquer pretexto,
Me debruçado em versos,
Que dissessem da minha saudade,
Da ausência que costumeiramente me invade,
Ou mesmo da danada da nostalgia,
Que o poeta sente e se ressente
Por ter amado como dizias.
Nego até que eu seja um poeta,
Um destes que costuma desencravar poemas
Por conta de desencontros, de dor de partida,
De coisas mal resolvidas...
Acredite: eu nego !
Nego que acredite em feitiços,
Em outono, em invernos...
Primavera então, nem pensar !
Me irritam as flores e os pássaros
E aquilo que costumam inspirar.
Nego que o ar que eu respiro
Seja impregnado por tua essência,
Se me lembro bem, alfazema
E qualquer coisa que digam,
É a mais pura e absurda fantasia.
Nego até que o sol insistente,
Contra a minha razão e vontade
Nasça pela manhã todos os dias.
Só uma coisa eu confirmo:
Sou um mentiroso confesso,
Isto eu não posso negar.
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