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Minha mão estremece
Ao invadir-lhe o decote,
O bico do seu seio
A oferecer-se generoso,
Já não sigo mais o ritmo
Enlouquecedor do Caribe
E o que chega aos meus ouvidos
É suave e envolvente.
O calor do seu ventre
Me atraí feito um imã,
Pareço desafiar
A impenetrabilidade dos corpos.
Já não consigo pensar,
Cada vez mais em seus braços,
Misto de fera e menino
Que busca o carinho
E ainda assim quer lhe devorar.
Se a orquestra parar
Eu não sei o que eu faço !
Continuo em seus braços
A espera de outra música,
Uma que seja bem lenta
Para que possamos continuar.
Ainda bem que a penumbra
Tomou conta do espaço,
Lá fora um recanto
Algum refúgio seguro,
Aonde eu possa ousar atrevido
Desabotoar seu vestido,
Beijar os seu seios,
Molhar os meus dedos
Em seus mais secretos abrigos,
Não vislumbro o perigo !
Quero vê-la no orgasmo,
Sentir o seu cheiro
E aconchegar o meu ser
No calor de suas coxas,
Beber sedento o veneno
E depois morrer,
Uma pequena morte que seja,
Mas que seja em você.
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