NaldoVelho - São sete
 
 
 
SÃO SETE

 

 

São sete as cruzes fincadas

Em setes encruzilhadas, escolhas

Nos desassossegos da vida.

Vinte e oito são as esquinas,

Só sete podem ser dobradas

E todas com sinais de partidas.

São sete as luzes acesas

Para as sete linhas traçadas,

São sete as nações perdidas

Pelo sete ciclos da vida,

Todos com passagens sofridas

Para os que vivem no desterro

Em busca do lar prometido,

Em busca da redenção.

São sete as clareiras abertas,

Sete punhais sangram a terra,

Sete flechas cravadas,

Sete feridas latentes

Mas até hoje presentes
 
Em todos os cantos da casa

E só num dos cantos fica a saída

Pro lado de dentro da vida.

Sete marcas, sete pontos,

Firmezas pra todo o canto

Pois quem vive em demanda

Não pode se descuidar.

Pelas sete paixões entranhadas,

Todas paridas na incerteza

Eu te afirmo com certeza,

São sete os guardiões presentes

A proteger todo este povo

Nos sete níveis da estrada

E em cada um dos níveis mais sete

Vidas a serem vividas,

Degraus nesta escalada.
 
 
Autor: NaldoVelho
 
 
foto
 
b&w sem título
de
Antonio Jorge Nunes
 
http://www.antonionunes.com
 
trabalho de imagem : neusa
 
 

 

 
by neusa - março/ 2003
 
 
 
 
 
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