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São sete as cruzes fincadas
Em setes encruzilhadas, escolhas
Nos desassossegos da vida.
Vinte e oito são as esquinas,
Só sete podem ser dobradas
E todas com sinais de partidas.
São sete as luzes acesas
Para as sete linhas traçadas,
São sete as nações perdidas
Pelo sete ciclos da vida,
Todos com passagens sofridas
Para os que vivem no desterro
Em busca do lar prometido,
Em busca da redenção.
São sete as clareiras abertas,
Sete punhais sangram a terra,
Sete flechas cravadas,
Sete feridas latentes
Mas até hoje presentes
Em todos os cantos da casa
E só num dos cantos fica a saída
Pro lado de dentro da vida.
Sete marcas, sete pontos,
Firmezas pra todo o canto
Pois quem vive em demanda
Não pode se descuidar.
Pelas sete paixões entranhadas,
Todas paridas na incerteza
Eu te afirmo com certeza,
São sete os guardiões presentes
A proteger todo este povo
Nos sete níveis da estrada
E em cada um dos níveis mais sete
Vidas a serem vividas,
Degraus nesta escalada.
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