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Há de existir um tempo
De perfeito entendimento
Entre a árvore e o vento
Que soprará assim tão macio,
Como a acariciar as folhas,
Onde as flores e os frutos
Se eternizarão contentes
Pois serão colheitas perenes
Do amor que existe em nós.
Há de existir um tempo
Onde a noite e as estrelas
Emoldurarão a lua
Que tão desavergonhadamente
Testemunhará satisfeita
O sentimento jorrando
E tomando conta de nós.
Há de existir um tempo
Onde a emoção será sempre
O alimento mais puro
Dos nossos poemas, cantigas
E as lembranças existentes
Serão sempre boas amigas
Coisas de nós dois.
Há de existir um tempo
Onde eu possa confessar
E que o amor é o presente
Mais valioso eu que tenho
Para poder lhe ofertar.
Há de existir um tempo
Onde não existam distâncias,
Onde minha mão possa simplesmente
Acariciar seus cabelos,
Seu rosto, seu corpo,
Sem ter que me preocupar
Que o mundo me chama e implora,
Que infelizmente já é hora
E eu não posso mais ficar.
Que este tempo venha depressa
É tudo o que eu quero agora
Pois hoje é o poeta que implora,
Lamenta a ausência e chora
Em versos o que ele sente
Cantigas para lhe ofertar.
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