Novos poemas - Até um dia, quem sabe...
 
 
 
ATÉ UM DIA, QUEM SABE...

 

 


Nosso amor viveu entre todos os elementos,

Morreu de amor em todos os momentos,

Para renascer das cinzas para a eternidade.

Fica em nós a saudade do que não aconteceu,

Mesmo porque a despedida fez-se presente,

E mesmo distante ainda sinto seu calor,

Sua despedida entre sussurros de amor,

Um até um dia, quem sabe...

Um aperto no peito, soluço sufocado,

Mãos vazias, corpo gelado,

Inerte, sem ação dessa nossa separação.

Até um dia, quem sabe...

Essa saudade vai alimentando meu coração,

Carente de seus abraços, nos laços da dor.

Quem sabe...Um dia, o esperado amanhecer.

Venha iluminar esse nosso viver.

Vou partir, para bem dentro de mim,

Tentar alimentar seu olhar de menino,

Seu corpo quente, macio, forte,

Quem sabe, lá no fundo enfim,

Eu encontre você por inteiro, guardado,

Esperando o momento certo para a morte

Dessa separação, e até um dia, quem sabe...

Não tenhamos mais distância nem saudade.

 
Autora: Mariete Marcondes Ferraz Lanzoni
SP 10.10.02
 
 
imagem e fundo : neusa

 

 
by neusa - março/ 2003
 
 
 
 
 
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