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Deixa eu descortinar esta sua tatuagem,
A que foi feita do lado interno do seu seio esquerdo.
Deixa eu examinar esta cálida imagem,
Deixa que eu saboreie por conseqüência o outro seio,
E em todos os seus detalhes,
Dobras, volume e cheiro.
Que viagem...
De quebra deixa que eu trace uma trilha,
Uma que me conduza por entre os seus relevos,
Que desça até o umbigo e possa me revelar o perigo
Prometo ter cuidado !
Deixa eu percorrer todos os seus desvios
E contornar com a língua todos os seus atalhos.
Se eu escorregar desajeitado, não ligue !
É que fica impossível conter o desejo,
Que vai acabar me levando aos seus lábios,
Não aqueles !
Estes !
Não ligue se eu me portar como um menino,
Não ligue se eu me perder, e perder o juízo,
Neste abismo escuro e molhado,
E assim sendo,
Sucumbir em seu orgasmo.
Deixa eu penetrar suave e abusado,
Deixa eu ficar aninhado,
Quero poder ver os seus olhos, narinas e lábios,
Não estes !
Aqueles !
Quero poder ver o seu rosto num espasmo !
Misto de dor e prazer.
Não ligue se eu ficar falando bobagens.
É que tudo isto é por demais da conta,
Por mais maduro que seja
Um homem pode enlouquecer.
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