Novos poemas - Deixa!
 
 
 
DEIXA!

 

 



Deixa eu descortinar esta sua tatuagem,

A que foi feita do lado interno do seu seio esquerdo.

Deixa eu examinar esta cálida imagem,

Deixa que eu saboreie por conseqüência o outro seio,

E em todos os seus detalhes,

Dobras, volume e cheiro.

Que viagem...

De quebra deixa que eu trace uma trilha,

Uma que me conduza por entre os seus relevos,

Que desça até o umbigo e possa me revelar o perigo

Prometo ter cuidado !

Deixa eu percorrer todos os seus desvios

E contornar com a língua todos os seus atalhos.

Se eu escorregar desajeitado, não ligue !

É que fica impossível conter o desejo,

Que vai acabar me levando aos seus lábios,

Não aqueles !

Estes !

Não ligue se eu me portar como um menino,

Não ligue se eu me perder, e perder o juízo,

Neste abismo escuro e molhado,

E assim sendo,

Sucumbir em seu orgasmo.

Deixa eu penetrar suave e abusado,

Deixa eu ficar aninhado,

Quero poder ver os seus olhos, narinas e lábios,

Não estes !

Aqueles !

Quero poder ver o seu rosto num espasmo !

Misto de dor e prazer.

Não ligue se eu ficar falando bobagens.

É que tudo isto é por demais da conta,

Por mais maduro que seja

Um homem pode enlouquecer.


 
Autor: NALDOVELHO
 
 
imagens : neusa

 

 
by neusa - janeiro 2003
 
 
 
 
 
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