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Por um lado a noite,
Refletindo a paixão da lua,
Trazendo o mistério dos sonhos,
Irradiando os encantos poéticos,
Murmurando palavras obscenas,
Num envolvimento lunático,
Das ausências,
No encontro indefinido do ser só.
Que transbordam os rios,
Em corredeiras selvagens,
Em delírios frenéticos,
E voltam sempre ao mesmo lugar.
Por outro lado o alvorecer,
Com seus raios ensolarados,
Colorindo os sentidos,
Objetivando promessas,
De um alaranjado entardecer,
Talvez sem flores ou poesias...
De palavras doces,
Definindo o encontro do não só ser.
Que enxugam os rios,
Em calmas passagens,
Que muda o seu curso,
E o levam para o mar.
Nessa entressafra me encontro,
Como ser alado que sou,
Sobrevoando entre os dois pólos,
Em direção a nenhum,
Esperando o eclipse do sol,
E o despertar da noite,
No alvorecer.
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