|
Escorre no canto da boca , a dor destilada...
Do uísque em leves tragos.
Um boteco qualquer.
Outrora , valente "Dom Juan"!
Hoje , sonhando uma mulher ...
Ninguém o vê em tenue penumbra.
Tampouco a sua dor !
E chora o macho a saudade que o inunda...
De louco amor !
Tenta relutar ,
encoraja-se a cantar um
bolero qualquer ...
Outrora, "Cavaleiro de
Seingalt " !
Hoje, chorando uma mulher.
Ninguém o vê , em fumaçantes
tragadas !
No cigarro dependurado.
Bêbado em final de noite.
Enroladas palavras ...
E debruça na mesa
em vão seu desabafo !.
Em soluços ,
despede o valente ...
Em prantos , desmorona
o MACHO !
|
|