Novos poemas - Flagra
 
 
 
                                               FLAGRA
 


Volúpia total, quentura carnal, 

De tanto prazer, tesão incalculável,

Corpo desnudo, todo carnudo,

Você, (que vergonha... sou tímida...).

Ralando suas pernas em meu corpo,

Descobrindo novas posições, 

Inventando inusitadas situações.



Vamos sair? Um lençol de lindo bordado,

Dispense o acolchoado...

Calor, muito suor nesse encontro,

Desculpas esfarrapadas,

Deixa pra lá...Vamos aproveitar 

Cada minuto como se fosse o derradeiro.



Você solteiro...Seria bom demais!

Meu doce rapaz, amante voraz,

Só mais uma vez, beija-me inteira,

Sou faceira, provocante, sua amante.



Apague a luz, acenda essa chama!

De luxúria, quero embebedar-me. 

No chão, na mesa, na cama,

Depois de um longo adeus,

Meu Deus! Isso é pecado...



Por quê você é meu cunhado?

Tarado, indecente, abraça-me novamente,

Escutei um ruído, alguém andando,

Minha irmã! Sou uma inconseqüente,

Mas não sou uma qualquer!

Culpa? Somos normais, carne fraca,

Amor proibido, gostoso, atrevido.



Oh! Acenderam a luz! Eu avisei!

Cubra-se, como Adão no paraíso,

Fomos flagrados, desmascarados.

Incriminados, discriminados...

Acordei!

Ufa! Sonho indecente.

Tudo imaginação do subconsciente.



-Ligue mais tarde para matamos a saudade...

O sonho copia a realidade...


 
Autora : Mariete Marcodes Ferraz Lanzoni
29.09.02
 
 
imagem : neusa

 

 
by neusa - agosto/ 2003 - dois anos de neupoesias
 
 
 
 
 
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