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As mãos...
Só confirmam o que a boca insinuantemente revela.
As mãos num delicioso contraste de delicadeza me seduzem.
Em algum momento me perdi nesse delírio...
Quem é você?
Que nem conheço, a me provocar tanta sede...
... a me desconcentrar...
Que me envolve num encantamento lunático de hábitos novos
e gostos antigos.
Quem é você que não vejo,
mas posso sentir o calor da proximidade invisível,
mesmo em dias tão frios.
Quem é você que me faz perceber um corpo,
que não saberia descrever,
a compreender a leitura do todo.
Quem é você?
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