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Ta na cara que acordei,
vivenciei toda a dor do descaso,
fiquei feito moribunda ao acaso,
fui destratada, amordaçada ao passado.
Saí do pranto perdido no tempo
para uma liberdade emprestada,
pegando carona no vento
de uma vida qualquer...
esqueci de ser mulher.
Ta na cara que morri, mas despertei
bem a tempo para recomeçar.
Gosto amargo de sofrimento,
só meu lamento e o vazio de mim,
nessa angústia de dor sem fim.
Amor a mim, foi a solução encontrada
depois de tantos anos isolada,
guardada para a morte lenta...
finalmente essa força que me sustenta
vem de Deus, vem da fé em vida melhor.
Ta na cara que nada é pior
do que morrer e não sentir.
Partir e não se despedir,
mas ta na cara, meu caro...
quem morreu foi meu fracasso.
Não faço questão de herança,
basta a minha esperança
de tentar ser feliz.
Ta na cara que a dor passa,
e não me intimido com sua ameaça.
Ir embora, já é hora...
Rir, cantar...era coisa rara...
Ressuscitei do inferno,
acordei com um desejo profundo
de gritar para o mundo
que acabou o que não existia mais.
Ta na cara!
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