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Eis-me aqui,
Entre as páginas da saudade,
Que descrevem as passagens
Das emoções desencontradas,
Nas imagens de memória fotografadas,
Que intensificam as algemas,
Trazendo abertas as cicatrizes,
Que num dormente calaram
Com os endurecidos vernizes do tempo.
Eis-me novamente aqui,
Num encontro desconexo,
De momentos convexos,
Sem sentido, sem nexo.
De escravidão dos teus versos,
Feito de amarras secretas
E embalsamados carinhos.
Sozinha aqui,
Entre o esculpir de frases sem rima,
Delineando as esquinas,
De um estreitar sem saída,
Nos rascunhos de tuas ilusões,
Que esboçaram paixões,
Em construções poéticas.
Entre os escombros largados,
De corpos marcados,
Por sonhos calados.
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