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Amor,
por ti, eu dou a paz, o leite e o mel
e
todas as demais delícias do Jardim!
Por
ti, eu queimo os papagaios de papel
que
podem permitir o descobrir-me em mim!
Por
ti, sou o poeta amante, ausente e triste,
por
quem tu choras, louca, as lágrimas mais
puras!
Sou,
dentro de ti mesma, o amor que em ti existe,
que
está sempre contigo e tu sempre procuras...
Por
ti, sou a fraqueza terna do menino,
que
só te quer a ti em noites breu de medo
e
dorme, em teu regaço, um sono de pureza.
Por
ti, sou a certeza e a fome do destino,
crescendo
sem temer alturas de incerteza,
morrendo
sem temer angústias de degredo...
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