Poesias - Apelo (I)
 
 
 
APELO
(I)

 

 

Desde o início
Teu vício e o  meu vício,
Sedentos mergulham
Em fendas, em quedas,
Crateras, precipícios.
Teus olhos,  meus olhos,
Não vejo o teu rosto,
Só sinto o teu cheiro,
O teu corpo e o teu gosto,
Enlaçados, unidos,
Caídos, perdidos,
Largados no abismo.
Se o amor nos conclama,
Só contigo eu consigo !
Se acendes a chama
Tu  me trazes o abrigo,
Me chama, me prende,
Me aquece do frio.
Eu sei !
O amor tal qual eu preciso,
Nos consome e nos transforma
Em apertados nós.
Mas fica comigo !
Não me deixes só !

 
NaldoVelho
 
 
by neusa - maio/2002
 
 
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