Poesias - Dores caladas
 
 
 
DORES CALADAS

 

 
Morreram os sonhos
E ficaram as marcas desenhadas
No solitário coração,
As dores caladas,
As palavras adormecidas,
Os lábios cerrados, exaustos.
 
Morreram as horas felizes
E ficaram os infindáveis dias tristes
Os momentos apagados
Nos cansados sorrisos  noturnos.
 
Morreu a sede do corpo
A fome dos olhos
A fertilidade dos sonhos
O calor desejado.
Que se distanciam no passado.

 

 
Valdomiro Rolim da Costa
Abril/2002
 
 
by neusa - maio/2002
 
 
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