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Morreram
os sonhos
E
ficaram as marcas desenhadas
No
solitário coração,
As
dores caladas,
As
palavras adormecidas,
Os
lábios cerrados, exaustos.
Morreram
as horas felizes
E
ficaram os infindáveis dias tristes
Os
momentos apagados
Nos
cansados sorrisos
noturnos.
Morreu
a sede do corpo
A
fome dos olhos
A
fertilidade dos sonhos
O
calor desejado.
Que
se distanciam no passado.
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