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LUA
CHEIA
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Desafiando
a noite e o íngreme caminho,
fomos
ao teu encontro, rainha dos amantes!
Sem
os braços do amado a me oferecer o ninho,
Peito
arfando, emoção nunca sentida antes.
Lanternas
iluminando a escalada,
qual
colar de luzes a te ofertar!
Estavas
lá, vaidosa e deslumbrante...
eram
tantos olhos a te admirar...
O
silêncio dizia
o que
palavras não poderiam.
Soava
ao fundo, o cantar da cachoeira,
cabelos
loiros da Terra, tingidos pelo teu luar,
qual
sinfonia divina, a nos extasiar...
Momento
raro de esplendor,
Que
os anos idos me
reservou
Como
dádiva a
compensar,
outros, de agonia e dor!
Dedico
esta fala da alma, ao meu querido amigo e
poeta Antônio Miranda Fernandes.
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Eurídice
(Campo
Alegre, 01.09.01)
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Livro
de visitas
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