|
Meus
sonhos mudos
não
têm mais vozes.
Silentes
goles
De
devaneios.
Carícias
plenas,
Gotas
serenas,
Correm
na pele
Pelos
meus seios.
Minha
nudez?
Ela
é só minha,
Se
não me enxergas
Pelas
entranhas.
Dona
das manhas,
Onça
pintada,
Solta
no mato,
Boi
de piranha.
Não
queiras mágoa,
Nem
eu de estátua,
Que
na verdade,
Eu
sou bem sonsa.
Eu
não sou santa
E
nem sou tola,
Ou
tua rola,
Apenas
onça.
Cresci
sabida,
Sem
lei, nem guia,
Nasci
vadia,
pra
aproveitar.
Sou
hedonista,
Sou
alpinista,
Herdeira
artista
Do
teu cantar.
Já fui cometa,
Arrastei
lágrima
na
cauda inválida,
Já
fui estrela.
De
parco brilho,
Saí
dos trilhos,
Fui
vaga-lume
De
outro planeta.
Hoje
sou eu,
Que
não sou nada,
Menos
que nada,
eu
sou talvez.
E
em minha saga,
Apaixonada,
Sou
verme e praga,
Insensatez.
Sou
céu e terra,
Sou
mar e areia,
Aranha
e teia,
Cobra
coral.
Se
queres muito
Que
eu seja tua,
Me
prova crua
E
sem final.
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
e="mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-weight:
bold">
|
|
|