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Não
sei...
Nem
mesmo o frio da madrugada
me
impede de deitar letras, brincar em frases,
expor
meus anseios e sonhos,
ao
som de um jazz,
que
me embala e me predispõe ao devaneio!
Não
poderia e nem deveria fechar meus olhos,
lançando-me
ao infinito,
no
vôo do sono, sem antes deixar algo,
traçar
linhas,.. conversar com minha alma!
Sinto
ainda, um vago lembrar de alguém,
um
sorriso... um suspirar lânguido e eloqüente,
que
minha alma diz trazer com ela, ainda!
Sinto
uma imensa vontade de me banhar em uma voz,
me
perder no sorriso de alguém
que
passou rápido por mim,
mas
que, deixando pegadas,
foi
como se tivesse dito...me segue!
Ah,
minha alma!
Não
sei se posso fazer o que me pedes.
Quando
a dor parece estar adormecendo...
peço
ajuda ao meu coração, e ele também, em dúvida,
me
lança um olhar curioso
e
ao mesmo tempo assustado
como
quem diz "e se sofrermos de novo?"
Questiono
o íntimo,
afago
a pergunta que me grita,
diminuo
o passo e ouço a música
saltando
por entre notas musicais,
vejo,
frase a frase, que me observa
em
um curioso perguntar
Não
sei se devo parar o tempo,
e
fazê-lo tirar de sua bagagem a lembrança que
levou
não
sei se devo deixar meus dedos deslizarem por
um teclado frio,
em
ritmo cadenciado, como a música de meu coração
Não
sei se devo transformar os números,
que
dançam em minha retina, na sua voz quente,
tornando
real a imagem
que
o tempo acabou de abraçar.
Não
sei se devo encurtar a distância
ficar
á frente de algo
que
meu coração deixou para trás
em
uma noite fria e sonora,
nas
ruas arborizadas de uma metrópole
onde
meu coração se perdeu!
Vamos
dormir, coração...
Com
o sol e um sorriso enfrentaremos a saudade,
colocando
esta imagem que nos oprime,
de
frente para o reflexo
que
tão suavemente tatuamos em nossa alma.
Boa
noite, coração!
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