Poesias - Escrava
 
 
 
ESCRAVA

 

 
                                    
Saudades de não sei quem
perdida não sei onde
procurada pelo sempre.
 
Saudades como banzo
de escrava submissa
a um senhor estranho.
 
Perdida algures
no sonho ilusório
de quem só sabe sonhar.
 
Saudades de alguém
existindo, hipotético,
na imaginação de fantasia.
 
Saudades de quem se foi
mesmo antes de chegar.
Saudades de ter saudade.
 
                                 
 
  Maria Augusta Christo de Gouvêa
 
 
by neusa - junho/2002
 
 
Livro de visitas
 
 
 
 
página inicial
 
 
 
índice