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Minha
boca, sua boca,
Lábios
calados, molhados,
Línguas
trocadas,
Mãos
ocupadas,
Caminhos
diversos
Operam
milagres.
As
minhas em seus seios,
As
suas mais ousadas.
Onde
estão minhas pernas,
Estas
são as suas pernas !
Um
impulso incontido
De
procurar o abrigo,
Um
buraco, um fenda,
Uma
greta, o perigo.
Um
desejo confesso
De
me afogar em seu colo.
Não
são palavras,
São
grunhidos !
Lentamente
eu me exponho,
Desafio
a peçonha,
Desobedeço
a fronteira
Só
pra ficar assim impregnado
E
reter em mim o seu cheiro.
Quero
me redimir no pecado
E
na adoração ao seu cio
Quero
renunciar as cobertas,
Ao
escudo e a armadura,
Quero
ficar desprotegido
E
aninhado em seus seios.
Quero
o desatino do orvalho
Que
brota dos seus mais noturnos recantos
E
a vergonha de lado,
Já
nem sei mais de que lado
Eu
devo ficar !?
Se
do lado de fora
A
saborear os detalhes,
Se
do lado de dentro
Ao
me entranhar em você.
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