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Ouça no vento
o soluço do arbusto
e o sopro dos antepassados...
Nossos mortos não partiram.
Estão na densa sombra.
Os mortos não estão sob a terra.
Estão na árvore que se agita,
na madeira que geme;
estão na água que flui,
na água que dorme;
estão na cabana, na multidão,
os mortos não morreram...
Nossos mortos não partiram.
Estão no ventre da mulher,
no vagido do bebê e
no tronco que queima.
Os mortos não estáo sob a terra.
Estão no fogo que se apaga,
nas plantas que choram,
na rocha que geme,
estão na floresta, estão na casa,
nossos mortos não morreram.
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