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Se eu me
embaraço em teus laços,
Em teus nós, em teus braços,
É porquê daqui sinto o teu perfume,
Suave, doce e veneno.
O teu cheiro nos une,
Não dá pra negar !
Se as palavras se expandem em versos,
É porquê não cabem dentro do peito.
E então, só nos resta um jeito,
Buscar a cumplicidade do tempo,
Para que este te transforme em vento
E me transforme também em essência,
Que no meio do caminho,
Ou quem sabe nos versos de um poema,
Possam se encontrar.
É aí que mora o perigo !
O que será que o vento perfumado e a essência
Podem nos revelar ?
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