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Eu
pensei que pudesse esquecer
certos
velhos costumes;
eu
pensei que já nem me lembrasse
de
coisas passadas.
Eu
pensei que pudesse enganar
a
mim mesmo dizendo
que
essas coisas da vida em comum
não
ficavam marcadas.
Não
pensei que me fizessem falta
umas
poucas palavras,
dessas
coisas simples que dizemos
antes
de dormir.
De
manhã o bom dia na cama,
a
conversa informal
o
beijo depois do café,
o
cigarro e o jornal.
Os
costumes me falam de coisas
e
fatos antigos.
Não
me esqueço das tardes alegres
com
nosso amigos.
Um
final de programa, fim de madrugada,
o
aconchego na cama, a luz apagada.
Essas
coisas só mesmo com o tempo
se
pode esquecer.
E
então eu me vejo sozinho
como
estou agora
e
respiro toda a liberdade
que
alguém pode ter.
De
repente ser livre até me assusta;
me
aceitar sem você certas
vezes me custa.
Como
posso esquecer dos costumes
se
nem mesmo esqueci de você.
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