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Vem, me dá a mão
caminha comigo esta estrada
nada te peço, não me pedes nada
caminhemos assim, sem rumo
cada qual imerso
em sua solidão.
Minha alma vazia
nada anseia
nem sol ardente, nem lua cheia.
Tua alma plena
de tanta dor
sequer percebe
o céu e a flor.
Mas vem comigo
por esta estrada
que irei contigo
nas madrugadas.
Irei contigo
no entardecer
velar teu sono
no anoitecer.
Quando o amanhecer então chegar
te deixarei
me deixarás
e se novamente este caminho
percorrermos
te lembrarei
me esquecerás.
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