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LUAR DO SERTÃO
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Não há, ó gente, ó, não Luar como esse do sertão Não há, ó gente, ó, não Luar como esse do sertão Ó, que saudade do luar a minha terra Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão Esse luar cá da cidade tão escuro Não tem aquela saudade Do luar lá do sertão Se a lua nasce por detrás da verde mata Mais parece um sol de prata Prateando a solidão E a gente pega na viola que ponteia E a canção e a lua cheia A nos nascer no coração Não há, ó gente, ó, não Luar como esse do sertão Não há, ó gente, ó, não Luar como esse do sertão Coisa mais bela neste mundo não existe Do que ouvir um galo triste No sertão se faz luar Parece até que alma da lua É que diz, canta Escondida na garganta Desse galo a soluçar Ah, quem me dera Eu morresse lá na serra Abraçado a minha terra E dormindo de uma vez Ser enterrado numa grota pequenina Onde a tarde a sururina Chora a sua viuvez Não há, ó gente, ó, não Luar como esse do sertão Não há, ó gente, ó, não Luar como esse do sertão |
| Chitãozinho, Xororó e Simone | |||
| foto exclusiva de meu acervo familiar; caso queria reproduzir, favor pedir autorização. neusa cardoso | |||
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