Recordar - Acidente
 
 
 
 
ACIDENTE

 

 
  
A história relatada é real...
 
Estava eu, um dia de sábado qualquer, andando de moto, (pela esquerda) quando de repente cruza um vulto enorme na minha frente. Bum, cras, cabum...
 
Era um carro, tentei parar...mas fui direto na porta do distinto, passei por cima do capô e parei entre duas avenidas.
 
No chão, morrendo de dor nas costas, tentei levantar pelo lado direito, não dava, pois estava com cinco costelas quebradas, quando fui pelo lado esquerdo, piiiiimba. Bingo. Fratura exposta na perna.
 
Os heróis de cinza (bombeiros), rapidamente chegaram e me levaram para a Santa Casa de Santos (é, foi aqui na baixada mesmo).
 
Ao chegar, todo quebrado, roupa rasgada, já fui lesado em R$ 110,00. Como?
 
Alguém da enfermagem tirou minha carteira, assim, como uma pessoa amiga (que eu não sei quem é), para facilitar aos bombeiros do resgate, pois eles tinham de ver minha identidade e carteira, e por encanto, meu dinheiro sumiu...Puf...Evaporou. (Quem sabe ele voou para a carteira de um necessitado do plantão).
 
Fui ao centro cirúrgico, enfiaram uns pinos na perna e, pronto, fui para a enfermaria.
 
Pensando que o cara que me atropelou ia poupar minha beleza, entrei pelo SUS e continuei no SUS.
 
Olha, quem já ficou internado pelo SUS, sabe na pele o que eu estou contando.
 
Água, só na garrafa plástica; a de vidro é para os convênios...(risos -  acho que a água do SUS era torneiral.).
 
Tomei um soro maldito de ardido. Quando estava pela metade, minha mulher chegou para a visita e, sem querer, ela notou que o soro ardido não era meu e sim do quarto ao lado. (O paciente do quarto ao lado teve sorte, o dele não ardia , claro.  (era o meu -  rsrsrs).
 
Acho que pelo soro tomado em vão à noite me deu febre. Minha mulher pediu para a enfermagem um remédio, passou a noite toda e nada. Quando de manhã ela foi reclamar, a enfermeira declarou o poema: “O remédio já foi aplicado nele logo após a reclamação”.
 
Coitado... Era o meu vizinho de cama. Sorte que foi novalgina, pois o meu amigo (de hospital) também tinha sido atropelado (ele, de moto).
 
Bom, eu fiquei com a bendita febre a noite toda e ele, sem febre, tomou meu remédio.
 
Depois de quatro dias, o médico: “Você esta de alta”.
 
Antes de terminar o “alta” eu já estava em uma cadeira de rodas procurando a saída.
 
Hoje para mim é uma piada tudo o que aconteceu, mas é muito perigoso.
 
Foi tudo na Santa Casa de Santos, 2º andar “i” ( i de xiiiii vai morrer ).
 
Ao pessoal que está lendo isto e que trabalha neste hospital, um recado: não estou aqui dizendo que todos são iguais; existem os diferentes, mas estes estão na Casa de Saúde, Hospital Ana Costa etc.
 
Beijos, pessoal, e muito obrigado meu Deus, pois se o Sr. não tivesse colocado sua mão em mim, eu não estaria aqui contando esta prosa. 
 
Sérgio S.B. - Santos - SP
 
 
 
by neusa - janeiro/2003
 
 
 
Livro de visitas
 
 
 
 
página inicial
 
 
 
 
índice