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Às vezes penso que
devia ter nascido uma borboleta!
Deve
ser um prêmio do Criador.
Vocês
já pensaram na beleza e na suavidade de uma
borboleta?
Como
ela flutua, rápido, devagar, livre, alto e
baixo, curiosa, de flor em flor?
Nossos
olhos poéticos acompanham essa dança
majestosa!
Platão
afirmava que quando o homem era bom,
reencarnava como homem , quando era mau,
recebia como castigo o corpo de um animal.
Mas, nascer borboleta....é algo irreal,
inexplicável. Nascer como borboleta não é
punição, é prêmio! Observe a sutileza, a
graça. Até usamos a expressão: "Vou
borboletear por aí!!! Ou seja, vou passear,
caminhar, de leve...e feliz!
E
o que uma borboleta faz? Suga o pólen das
flores, poliniza outras. Só sabe ser útil e
bela!
Acabo
de chegar de um Seminário onde o palestrante
disse que:"Se não houver beleza numa
vida, não se viveu uma vida". Ele ainda
afirmou que o homem antigo não separa a
beleza da utilidade. Eram irmãs gêmeas,
andavam juntas. Um cabo de faca, por exemplo
era decorado, tinha sua beleza e sua função
juntas! O homem personalizando o objeto.
Assim
também é a natureza. Aprendamos com as
borboletas essa lição: Amor, poesia e
sabedoria estão nos movimentos de
curiosidade, respeito e sedução de uma
borboleta.
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