Recordar - As loiras brasileiras
 
 
 
 
AS LOIRAS BRASILEIRAS

 

 
Depois de uma certa ausência no envio das minhas histórias pessoais, devido a umas maravilhosas férias que passei no Brasil, aqui estou de novo importunando, mas desta vez com qualquer coisa mais recente. 
Começo por deixar aqui a minha gratidão a todos os (as) brasileiros com quem tive o prazer de contatar. Todo o mundo foi de uma gentileza sem limites, reforçando a idéia que eu já tinha, como sendo um povo muito hospitaleiro. Esta minha segunda ida ao Brasil, foi a continuação de querer transformar amizades virtuais em reais. 
Na minha primeira viagem (Novembro de 2001) fui recebido como um príncipe pelo meu amigo Marcos e sua esposa. Para dar uma idéia como fui tratado, eles eram apenas amigos virtuais, e quando mostrei interesse em participar num encontro de internautas e conhecer um pouco do Brasil, ele pagou com o próprio dinheiro um pacote onde estava incluído o alojamento num Hotel 5 estrelas, as viagens (ida e volta) de avião de S.Paulo até Maceió (AL), e algumas viagens de excursão em autocarros de luxo. Foi preciso ser muito amigo, para ter confiado em mim, que estava num país muito distante, e nada garantia que eu iria mesmo ao Brasil. Apenas aceitou o dinheiro destas despesas, na segunda semana. Eles foram sempre os meus protetores, levando-me apenas a locais que sabiam não haver problemas. 
Desta vez, (07 Dezembro 2002 até 08 de Janeiro 2003) os meus anfitriões, foram um casal muito simpático, a Neusa e o Rô, também amigos virtuais, mas rapidamente se tornaram amigos (verdadeiros em todos os sentidos) reais. Claro que antes de viajar, houve muita troca de correspondência através da internet, mas a Neusa surpreendeu-nos com a organização das nossas férias. 
Entre muitas outras coisas, que ela fez, como por exemplo alugar um excelente apartamento mesmo na frente da praia, também enviou a foto do motorista de táxi, que nos foi buscar ao aeroporto de Guarulhos, para nos transportar até á Praia Grande. De fato, sentimo-nos sempre em segurança. 
A nossa primeira paragem, foi na casa da Neusa e Rô... que nos receberam de braços abertos, brindando-nos com uma excelente feijoada á brasileira acompanhada com um bom vinho tinto português que o Rô teve o cuidado de colocar na geladeira, pois que a temperatura naquele dia era de 32º (Quando partimos do Canadá a temperatura era de 16º negativos) .
Neste nosso primeiro contato, rapidamente verificamos estar na presença de pessoas simples como nós, e foi naturalmente que tanto eu, como a minha esposa (Orlanda) nos sentimos á vontade. 
Logicamente existe uma tendência normal, de as mulheres, procurarem falar entre elas, e isso fez com que a Neusa e a Orlanda ficassem ligadas por uma amizade muito amistosa. Não somos machistas, mas é normal que entre homens tenhamos diálogos diferentes das mulheres. Digo isto porque o Rô, logo no princípio da nossa estadia, me perguntou, se eu já tinha tido contatos íntimos com “produtos” Brasileiros... 
Estranhei a pergunta lançada de uma maneira muito direta, mas sem me desorientar, respondi... não. Então ele falou assim: Aqui na Praia Grande, eu devido ao meu serviço, tenho contatos permanentes com muitas pessoas, e gostava de lhe apresentar algumas “loiras”... explicando-me como devíamos de proceder...!!! 
Perante tal sugestão eu senti que não tinha forças para resistir, e aceitei que ele dirigisse as “operações” .
É normal, que eu ficasse um pouco excitado (nada de más interpretações) e então resolvi falar com a minha esposa, para que ela ficasse ao corrente da situação. Ela é muito compreensiva e apenas respondeu: “Se achas que isso te dá prazer, não olhes para trás... tenta divertir-te, mas cuidado porque são desconhecidas.” 
Combinei com o Rô, onde seria o local dos encontros, pois ele sugeriu, que podíamos começar ali pelo quiosque da Tia Odete, situado na praia próximo da rua Dr. João Sampaio.
Quando lá chegamos, o Rô notou um certo nervosismo da minha parte, e tentou acalmar-me dizendo que ficasse á vontade, porque o mais difícil, seria a primeira vez, depois... eu me habituaria aquela vida. Tentei ficar o mais calmo possível, e sentamo-nos numa mesa. 
Foi o Rô, quem tomou a iniciativa, e depois de algumas palavras acompanhadas de certos gestos que só o Rô, sabe fazer, “elas” lá apareceram na nossa mesa. 
Para mim, foi delirante este primeiro contato... ela ali estava, na minha frente, aquela “loira” tão bonita oferecendo-se completamente só para mim. 
O meu amigo, já habituado a estas coisas, encarou a presença da “loira” dele como sendo habitual, e não lhe notei nada de anormal, mas eu... estava ansioso para me descontrair, e então num gesto rápido e decidido agarrei-a com todas as minhas forças, e encostei-lhe os meus lábios tentando demonstrar quanto eu apreciava a presença ” dela”  na nossa mesa. O que eu senti a seguir é indescritível, tal foi o prazer que senti. Aquele delicioso corpo, em contato com a minha língua, penetrando-me tal uma Deusa, cuja beldade apenas existe na mitologia grega... foi o suficiente para nunca mais esquecer esta segunda visita ao Brasil. Claro que depois habituei-me a estes contatos, não só no quiosque da Tia Odete, como em outros lugares mais seletos, onde havia por vezes uma música ao vivo, mas por vezes bastante barulhenta, onde essas “loiras” existem em abundância. 
No momento de escrever esta história, está um frio danado no exterior, quer acredite ou não, a temperatura (com o fator vento incluído) é de 40º negativos, mas recordo com muita saudade os nomes de todas essas “loiras" que o meu grande amigo Rô, me apresentou, e que devido ao sabor, me faziam sentir mais jovem. Os nomes são: ANTÁRTICA – KAISER – BRAHMA - SKOL (a preferida do Rô) e BOHEMIA (a minha preferida).
 
Fernando Santos 
(22-01-2003)
 
 
 
by neusa - janeiro/2003
 
 
 
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